segunda-feira, 5 de setembro de 2016

Mercado melhora previsões para o PIB de 2016 e de 2017

Recuperação da economia

Analistas ouvidos pelo Banco Central para o Boletim Focus passaram a projetar um cenário mais favorável para o Brasil

por Portal Brasil

O mercado financeiro está mais otimista com a economia brasileira. Dados do Boletim Focus, publicação semanal na qual o Banco Central reúne as projeções de mais de 100 analistas, mostram que a previsão para o Produto Interno Bruto (PIB) melhorou tanto para 2016 quanto para 2017.

A expectativa para o próximo ano, de acordo com essa pesquisa, foi revisada para melhor pela segunda semana consecutiva – subiu de 1,20% para 1,23%. Também comparado ao que se esperava há um mês (expansão de 1,10%), houve um avanço considerável.

Para 2016, o cenário ainda é de recessão, mas mais moderada do que o esperado. Entre a semana passada e esta, a previsão passou de uma queda de 3,20% para 3,16%.

Esses cenários podem ainda ser impactados pelo resultado oficial do PIB, que será divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) na próxima quarta-feira (31). Na ocasião, será tornado público o resultado do segundo trimestre do ano.

PIB do 2º trimestre

A depender do resultado apresentado pelo IBGE, os analistas de mercado podem fazer mais revisões para a economia. O Ministério da Fazenda, por exemplo, passou a estimar um crescimento de 1,6% para o PIB de 2017.

Fonte: Portal Brasil, com informações do Banco Central

Roubo de carga pesa no bolso, gera mais prejuízo e eleva preços

A média de três furtos ou roubos de cargas por dia em Minas, registrada de janeiro a julho deste ano, não aponta apenas a onda de violência que atinge os motoristas de caminhões. Mostra que o prejuízo com as mercadorias levadas pelas quadrilhas especializadas vem aumentado. Com isso, ação criminosa também reflete nas lojas e prateleiras dos supermercados.

“O roubo de cargas vem crescendo nos últimos seis anos. As empresas estão tendo que investir até 12% do faturamento em segurança no transporte. Ou seja, quem fatura R$ 1 milhão gasta R$ 120 mil para tentar impedir o crime. Obviamente que esses 12% serão acrescentados no preço final do produto”, explica o coronel reformado do Exército Paulo Roberto de Souza. Ele é assessor de segurança da Associação Nacional do Transporte de Cargas e Logística (NTC&Logística).

Em Minas, segundo a Polícia Civil, a quantidade de furtos e roubos de cargas aumentou 31% em 2015, na comparação com o ano anterior. Em se tratando apenas de roubos, o crescimento foi de 43,5%, enquanto no Brasil houve avanço de 10% no mesmo período.

O prejuízo gerado em 2015 foi de R$ 1,12 bilhão em todo o país, sendo R$ 212 milhões no território mineiro, de acordo com a Federação das Empresas de Transportes de Cargas do Estado de Minas Gerais (Fetcemg).

Receptação

O coronel afirma que 80% dos roubos ocorrem no trânsito urbano. As vítimas são motoristas de veículos de carga menores, que atendem pequenos comerciantes. Em 20% dos casos há ação do crime organizado e os alvos são carretas que transportam mercadorias de grandes empresas pelas rodovias.

“O que move esse crime é a existência de receptadores. Temos uma legislação defasada, que prevê pena branda (até quatro anos de prisão) para a receptação de produtos roubados. O crescimento dos delitos não é acompanhado pelo nível de resposta. A polícia sofre com a redução do efetivo”, ressalta o especialista.

Em 20% das ocorrências, os bandidos levam a carga e o caminhão. “Em se tratando dos roubos aos pequenos veículos de carga, as mais visadas são as de produtos alimentícios, bebidas e cigarros. É o que chamamos de crimes de oportunidades, em que o autor fica com parte do produto roubado. Quando se trata de crime organizado, ou seja, em que o criminoso não tem como levar o produto para casa, os alvos são as cargas mais valiosas, de eletroeletrôni-cos, medicamentos, têxteis, gasolina e autopeças”, diz o coronel.

O Sudeste concentra 85,7% das ocorrências. Apesar do número significativo em Minas, ele afirma que a situação é mais preocupante em São Paulo e no Rio de Janeiro.

Cortada pelas BRs-040, 381 e 262, Região Metropolitana de BH concentra maioria dos casos


UBERABA – Carga foi roubada em rodovia e caminhão interceptado em estrada vicinal
A Região Metropolitana de Belo Horizonte concentra a maior parte dos roubos e furtos de cargas registrados em Minas. “Nesta parte estão a maioria dos centros de distribuição de mercadorias. Além disso, ela é cortada pelas principais rodovias do Estado, as BRs-040, 381 e 262”, ressalta o delegado Marcus Vinícius Lobo Leite Vieira.

Ele é o chefe da 6ª Delegacia Especializada em Repressão ao Furto, Roubo, Antissequestro e Organizações Criminosas/Carga, vinculada ao Departamento de Operações Especiais da Polícia Civil (Deoesp). Segundo o delegado, as mercadorias mais visadas são cigarros, medicamentos e eletrônicos. “Duas regiões são mais problemáticas quanto à atuação de quadrilhas de outros Estados. No Triângulo, de criminosos de Goiás e São Paulo. E os do Nordeste costumam agir no Norte de Minas”, disse.

O coronel Paulo Roberto de Souza, assessor de segurança da NTC&Logística, afirma que em 63% dos roubos de carga os motoristas dos caminhões são abordados com o veículo em movimento. “Um carro de passeio passa pela faixa da esquerda e quem está no banco do carona aponta a arma para o motorista em locais ermos, de tráfego menos intenso e com pouco policiamento. Com o motorista rendido, um dos bandidos assume a direção do veículo de carga”, explica o especialista.

Estratégia

Diante do crescimento das ocorrências em 2015, na comparação com o ano anterior, a Polícia Civil mineira criou novas estratégias pra combater as quadrilhas especializadas. “Fizemos um mapeamento das principais áreas de atuação, dos locais de abordagens das vítimas, dos dias da semana e horários com maior incidência do crime”, afirma o chefe da 6ª Delegacia.

Balanço

De janeiro a julho foram recuperadas em Minas 24 cargas roubadas, avaliadas em R$ 16 milhões. Foram recuperados 42 veículos, 62 criminosos foram presos e nove armas de fogo apreendidas.

sexta-feira, 2 de setembro de 2016

CCT RIO DE JANEIRO 2016 FINALIZADA


Marco Regulatório do TRC é tema do primeiro painel do XVI Seminário Brasileiro do TRC

Fonte: NTC&Logística
 
Brasília teve, na quarta-feira (31), um dia voltado ao TRC. O XVI Seminário Brasileiro do Transporte Rodoviário de Cargas, realizado na Câmara dos Deputados, trouxe o debate entre políticos, empresários e líderes do setor, voltados a temas de extrema relevância para o setor.

Para compor a mesa de abertura, foram chamados os Deputados Washington Reis e Gonzaga Patriota; Maria Alice Nascimento Souza, Diretora Geral do Departamento de Polícia Rodoviária Federal, representando o Ministério da Justiça e Cidadania; Herbert Drummond, Secretário de Política Nacional de Transportes, representando o Ministro de Estado dos Transportes, Portos e Aviação Civil; Paulo Caleffi, Presidente da Fetransul, representando a Confederação Nacional do Transporte (CNT), além de José Hélio Fernandes, Presidente da NTC&Logística.


O primeiro painel do Seminário trouxe para o debate o tema Marco Regulatório, baseado no Projeto de Lei 4860/2016, da Deputada Christiane de Souza Yared, presente na mesa.

Valdir Colatto, vice-presidente da Frente Parlamentar do Transporte de Cargas e representante do Deputado Nelson Marquezelli, acredita que o momento é ideal para mobilização do setor. “É o momento do setor se mobilizar profundamente e não perder essa oportunidade de fazer uma lei que venha a trazer tudo aquilo que o setor precisa, e uma de nossas premissas é de que não iremos abrir mão dela. Que nós possamos buscar soluções para alguns pontos que realmente trazem preocupações para o setor”, afirmou Colatto.

O Dr. Marcos Aurélio Ribeiro, diretor jurídico da NTC&Logística e um dos palestrantes do Seminário, apresentou pontos cruciais para o TRC que precisam de regulamentação. Entre os pontos levantados, é possível destacar a participação das cooperativas no setor, a questão da jornada de trabalho dos motoristas, e a questão dos motoristas autônomos, pontos que o setor tem a urgente necessidade de regulamentação.

Thiago Martorelly, assessor da diretoria da ANTT e um dos debatedores da mesa, lembrou que não existe melhor forma de regulamentar algo, senão em conjunto com o setor. “A pior regulamentação é a chamada regulamentação de gabinete, em que o burocrata se isola, e com sua própria cabeça ele tenta entender o setor. Regulamentar é participar, é diálogo, e isso, fazemos conversando com o setor interessado”.

Outro debatedor do Seminário foi Paulo Caleffi, Presidente da Fetransul. Caleffi seguiu a mesma linha, e salientou a importância do setor participar ativamente das decisões que afetem diretamente o Transporte Rodoviário de Cargas. “Aconteceu muita coisa nesse país, onde mudam-se as regras do jogo enquanto a partida está acontecendo, sem ouvir o setor de transportes”, afirmou Caleffi.



Christiane De Souza Yared, deputada, Membro Titular da Comissão de Viação e Transportes da Câmara dos Deputados e autora do Projeto de Lei nº 4.860/2016, afirmou que o Marco Regulatório do TRC é de extrema importância, se tornando um legado que ficará para o país, e por isso esses eventos trazem extrema importância. “Nós estamos nessa luta juntos e queremos deixar um legado para o país. Nós estamos sempre prontos para ouvir, pois precisamos agregar, e é exatamente isso que acontece nesses grandes seminários, audiências públicas e, sempre, os gabinetes dos deputados estão com as portas abertas”.

Luis Henrique Baldez, Presidente Executivo da Associação Nacional dos Usuários do Transporte de Carga (ANUT), trouxe em questão, diversos pontos do Marco Regulatório, como seguro de carga, estadia dos veículos e os pontos de parada para os motoristas. Baldez salientou que esses pontos são fundamentais para um setor extremamente grande e importante para o Brasil. “O Brasil é um país rodoviarista, e será por muito tempo. A matriz de transporte no Brasil não mudará nem nessa e nem nas próximas gerações. Não se muda a matriz de transporte investindo em outros modais a curto prazo”.

O Deputado Bosco Costa também aproveitou a oportunidade para sinalizar pontos importantes que dificultam a vida do transportador, como a qualidade de estradas, e os preços de combustível e dos pedágios no Brasil. Costa também afirmou que o governo precisa auxiliar o setor, que move o país. “Seja o governo que for, eles têm que viabilizar o transporte para que o Brasil não pare”.

O debatedor da mesa, Diumar Bueno, Presidente da Confederação Nacional dos Transportadores Autônomos, aprofundou ainda mais a questão dos trabalhadores autônomos, e levantou questões importantes para o setor, como o vale-pedágio e a responsabilidade pelo pagamento dele e a obrigatoriedade de estadia, por parte dos motoristas. Para Diumar, as empresas e os trabalhadores autônomos, precisam trabalhar em conjunto em prol do setor. “Precisamos que o setor do transporte rodoviário de cargas, empresas e autônomos façam um pacto, de trabalho em conjunto e discussão, e não apenas de discurso. Nós precisamos nos unir”.



Participaram ainda da mesa, o Deputado Gonzaga Patriota; Thiago Martorelly, representando a ANTT (Agência Nacional do Transporte Terrestre); Paulo Caleffi, representando a CNT (Confederação Nacional do Transporte), Luis Henrique Baldez, representando a CNI (Confederação Nacional da Indústria), além de Giancarlo Pasa, representando a CNC (Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo).


Gonzaga Patriota cobra melhores condições para o transporte de cargas

O deputado federal Gonzaga Patriota (PSB-PE) cobrou maior incentivo do Governo no transporte rodoviário de cargas. O apelo foi feito nesta quarta-feira (31), durante o XVI Seminário Brasileiro do Transporte Rodoviário de Cargas. Patriota é o autor do requerimento para realização do evento, assim como nas edições anteriores.

Gonzaga defendeu um olhar mais atento para o setor, que tanto contribui com a economia, o desenvolvimento e as exportações brasileiras. “Parar o Brasil não é tão fácil, mas se os caminhoneiros pararem, o País certamente enfrentará uma série de dificuldades”, afirmou.

Para o socialista, o Brasil, por meio das suas autoridades, não olha muito bem para o transporte rodoviário de cargas. O parlamentar fez uma comparação com os últimos dois anos para evidenciar a necessidade e a importância desse serviço. Gonzaga citou a crise pela qual o País passa, que obrigou muita gente a comer menos. “Bastou isso para diminuir o número de caminhões nas estradas”, disse.

De acordo com o também socialista Hugo Leal (RJ), a dificuldade que o Brasil enfrenta atualmente reflete no transporte de cargas. Para ele, o que acontece com o setor é uma disputa muito grande, principalmente entre as empresas que têm uma parte do mercado e os autônomos. “O que é discutido aqui hoje é a circunstância dos valores do frete e a menor interferência do Estado nesta questão das relações trabalhistas”, explicou.

Segundo Leal, a falta de investimento nesse tipo de transporte atrasa o crescimento e o desenvolvimento do País. Ele lembrou que as rodovias ainda serão nosso principal meio de transporte de cargas por um bom tempo. “Todos os nossos principais insumos são transportados por rodovias. Temos poucas ferrovias, poucas hidrovias e os aeroportos ainda estão em situação delicada”, esclarece.

Reforma trabalhista é discutida na segunda parte do XVI Seminário Brasileiro do TRC

Fonte: NTC&Logística
 
A segunda parte do XVI Seminário Brasileiro do TRC foi realizado na tarde desta quarta-feira na Câmara dos Deputados em Brasília. Para o segundo painel do evento, o tema discutido foi a Reforma Trabalhista, bandeira antiga do Transporte Rodoviário de Cargas.



A segunda parte do evento, contou com a palestra de Almir Pazzianotto, ex-Ministro do Trabalho e ex-Presidente do TST. Pazzianotto trouxe em sua palestra um debate sobre a reforma trabalhista, baseado em fatos ocorridos ao longo dos anos. Pazzianotto comentou sobre a mudança na forma que as empresas lidam com seus funcionários com o passar dos anos. O trabalho temporário, os caminhos a serem seguidos para o processo de terceirização, e as inconsistências da CLT, também fizeram parte do discurso do ex-Ministro.

Para Pazzianotto, o grande inimigo do trabalhador é a crise econômica, pois é nela que “o mercado de trabalho se debilita e passa a haver um excesso de mão de obra. Para ele, uma lei sobre a terceirização é a melhor saída para o setor. “O problema da terceirização é tão grande, que é melhor que haja uma lei para isso. Toda e qualquer atividade poderá ser objeto de um contrato de terceirização. A meu ver, isso é um passo importante”.

Também palestrou no segundo painel, o Assessor Jurídico da NTC&Logística, Narciso Figueroa Jr., que expos um panorama geral da situação trabalhista no país e no transporte de cargas em especifico. Narciso trouxe números gerais sobre a taxa de desemprego no país, além de um estudo sobre o número de ações trabalhistas no setor. Ainda em sua palestra, Narciso expos a atual situação da CLT, e apresentou alguns pontos importantes para uma Reforma Trabalhista.

Narciso apresentou também algumas inconsistências arcaicas da CLT. “Nós temos, pela atual CLT que, entender, o momento em que ela foi idealizada, e o momento que nós todos entendemos que ela deve ser modificada. Quando a CLT foi criada, houve sensível influência do Estado para criação de direitos trabalhistas. E o resultado é que nós temos hoje, em vários setores da economia, um custo do valor de mão de obra que supera os 100% do salário real do empregado”.

O Deputado Gonzaga Patriota ressaltou a importância do cumprimento dos temas debatidos. “Precisamos fazer com que, o que temos aqui de projetos se tornem lei, e o que temos de lei, sejam cumpridas, Na hora que uma lei é desrespeitada cabe a gente com um projeto de lei, complementar aquilo que foi feito ferindo a lei”.

Por fim, Paulo Teodoro, advogado da Federação da Empresas de Transporte de Cargas de Minas Gerais (Fetcemg), afirmou que uma mudança rápida na lei trabalhista é fundamental para todos. “É preciso que tenhamos algumas modificações muito sérias e de uma maneira rápida, para aproveitar o momento que estamos saindo de uma situação vivenciada nos últimos 15 anos, e partir para um novo mundo de adequação de nossas leis”.

O XVI Seminário foi uma realização da Comissão de Viação e Transportes da Câmara dos Deputados, com apoio da Federação Interestadual das Empresas de Transporte de Cargas (Fenatac) e da NTC&Logística, e apoio institucional da Confederação Nacional do Transporte (CNT).

Polícia Civil desarticula quadrilha de roubo de cargas na Via Dutra

A Polícia Civil desarticulou uma quadrilha que roubava veículos de carga na Serra das Araras, na Via Dutra, na manhã desta quarta-feira (31). Quatro pessoas foram presas em cumprimento a mandados de prisão. A ação teve como missão dar cumprimento a doze mandados de prisão de acusados pelos crimes de roubo qualificado e associação criminosa.
Oito mandados de prisão foram cumpridos, dois para cada preso, contra Jhonatan Ferreira Gomes, conhecido como “Boy”, de 19 anos; Tiago Dias Pimenta, conhecido como “Alemão”, de 27 anos; Amaury do Nascimento Martinez, conhecido como “Pimba”, de 28 anos, e Paulo Vitor do Nascimento Martinez, conhecido como “Paulinho”, de 20 anos.
Dois mandados, não cumpridos, mandavam prender um dos líderes do grupo, executado na semana passada na mesma região, Julio da Silva Gama, 27 anos. Os outros dois restantes eram para um indivíduo que conseguiu fugir, deixando para trás uma touca ninja e uma réplica de pistola em sua residência
A Delegada de Polícia Carina Bastos enfatiza que as prisões trarão maior tranquilidade para região, uma das principais vias de acesso ao Rio de Janeiro. Os presos serão encaminhados à Secretaria de Estado de Administração Penitenciária, onde ficarão à disposição da Justiça